Falsa urgência, onde tudo é para ontem!

running businessman

Esse assunto gera muita discussão e assim como eu, você deve passar ou já ter passado por esse tipo de problema: “Olha, o cliente (a área de produto, de produção, chefe, presidente… quem quer que seja!) mandou isso agora e tem que estar pronto para ontem! Dá prioridade nisso aqui!”. Talvez se você nunca se deparou com essa situação posso dizer duas coisas: ou você ainda irá passar, ou você é muito sortudo(a)!

É muito clara para mim essa ânsia, esse desespero, essa pressa de fazer as coisas (principalmente as mais difíceis) em menos tempo, a busca de mais agilidade e do famoso “custo zero”. Diversas empresas e profissionais tem priorizado datas surreais de entregas e lançamentos a uma execução de qualidade. Podemos ver claramente isso em diversos serviços como os de TVs a cabo, internet de banda larga (por exemplo, o 4G), produtos bancários e em diversos outros seguimentos. Porém, tudo tem um preço. Tudo mesmo. Trocar qualidade por velocidade tem seus custos, muitas vezes, altíssimos. O que faz a conta não bater no final.

A pergunta que eu me faço, toda vez que isso acontece é: Vale a pena? Sempre?

Jack Tretton, CEO da Sony, durante a E3 de 2012, falou sobre a sua preocupação com a qualidade e não com prazos: “We’ve never been first, we’ve never been cheapest, it’s about being best. And I think if you can build a better machine and it’s going to come out a little bit later, that’s better than rushing something to market that’s going to run out of gas for the long-term.” Isso, inclusive me fez gostar mais do meu PS3, mas não é esse o ponto que quero tratar aqui.

Quantas corporações, empresas, departamentos, áreas, startups, seja lá o que for, pensam desta maneira?

Muitas delas são empresas com produtos e serviços considerados “premium” com alto valor de mercado e de difícil acesso, são dedicados à clientes com alto poder aquisitivo. Porém, temos outros até mais acessíveis, mas quando vem para o Brasil, perdem um “Q” de qualidade. É o caso da Apple, que teve de se render aos nossos impostos e à nossa legislação quanto à supremacia das operadoras de telefonia brasileiras.

O foco dessas empresas também é garantir a preferência dos clientes e conquistar a maior fatia possível do mercado, elas também têm que pagar suas contas, a folha de pagamento de seus funcionários. O que elas fazem diferente? Qual a visão que elas têm do futuro? A meu ver, elas acreditam e buscam a perenidade. O caráter do que dura sempre ou muito tempo. Elas sabem que se elas entupirem seus clientes de produtos novos, eles não terão tempo suficiente para digerir e adquirir as novidades. Além de afetarem a si mesmas, pois terão que desenvolver mais produtos em menos tempo, com menos recurso e menos investimento. É uma espiral sem fim, se não tomarem cuidado. Mas também entendem que se ficarem estagnadas em busca do produto perfeito e não lançarem nada, seus concorrentes lançarão e elas morrerão. E isso também não está nos planos de nenhuma delas. Agora, difícil mesmo é saber quando devemos ser mais velozes e quando temos que ser mais criteriosos.

Só nos resta buscar o equilíbrio. Boa sorte à todos nós!

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